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Qual o melhor ambiente para uma agência?

Qual o melhor ambiente para uma agência?
Adoro falar sobre esse assunto, mesmo sabendo que após ler o título todo mundo pensa numa mesa de bilhar, puffs coloridos e vídeo games espalhados numa sala grande e com ar de diversão.

Bom, desculpe, mas eu não sou a pessoa certa para falar sobre como decorar uma agência, por isso, quero falar sobre o ambiente por trás de tudo isso. Quero falar não sobre ambiente que sai no fundo de uma selfie, mas do ambiente que os líderes das agências devem propiciar para sua equipe.

Veja se consegue se lembrar de uma vez que estava na sala de aula e quando pensou em fazer uma pergunta, ouviu aquela voz na sua cabeça dizendo: “Essa pergunta é idiota, o que as pessoas vão pensar…”. Pois é, essa voz aparece sempre que está num ambiente onde você não se sente seguro. Essa voz está na cabeça das pessoas dentro de um brainstorm, numa reunião e até numa apresentação comercial. Essa voz bloqueia nossa criatividade e nossa performance.

Um ambiente seguro é um ambiente sem julgamento. Quando não há julgamento, não há rótulos, não há bom ou ruim, as pessoas são elas mesmas, e ai surge o melhor de cada um. Aparece a essência, os talentos e acontece o que chamamos de criatividade, inovação.

É obrigação de cada líder dentro de uma agência propiciar um ambiente seguro, de aprendizado e experimentação. Para explorar o potencial das pessoas, é preciso explorar seu potencial de aprendizado, sem julgamento.

Aprendizado deve ser entendido não apenas como um ofício, arte ou ciência. Um líder deve entender que aprendizado traz melhoria, agilidade, consciência e progresso. Só progredimos, evoluímos e avançamos se aprendemos com o que fizemos.

Aprendizado está ligado à experimentação, por isso, temos que dar espaço para as pessoas experimentarem (como quando éramos crianças, lembra?), sem a exigência de um resultado positivo. Aliás, “positivo” já é julgamento. Resultado é resultado, o que faz dele positivo ou negativo é a interpretação que se faz, e isso é julgamento.

Ok, se não pode haver julgamento, como proceder? Uma vez um guru disse uma frase que até hoje tenho comigo: “A consciência é curativa”. Ele quis dizer que apenas o fato de estarmos conscientes de nosso resultado já nos faz melhorar. Não é necessário tentar mudar nada.

Um ambiente de alta performance possui mais duas variáveis além da consciência: a confiança e a escolha.

O líder que propiciar para sua equipe um ambiente que estimule a consciência, confiança e escolha, terá consigo o melhor  de sua equipe.

Consciência, como já falamos, é necessária para que sozinho cada um possa fazer os acertos de rota e buscar o melhor resultado.

Confiança para que seja possível agir, criar, falar, dar opiniões, defender pontos de vista e se expor. Sem confiança não conseguimos fazer nada. É ela que nos move do pensamento à ação.

E Escolha para que possamos decidir por nós mesmos. É ter opções. Dentro de um sistema a peça com mais opções domina o sistema. Isso se aplica no nosso dia a dia na hora de sabermos como resolver cada problema, como agir em determinadas situações e até nas decisões que tomamos.

O triângulo da Consciência, Confiança e Escolha, pode ser trabalhado ponta por ponta individualmente pelo líder. Há momentos que é mais importante a confiança, há momentos que a consciência é imprescindível e há momentos que a escolha é o que impulsiona a performance.

Queria falar muito mais sobre isso, mas de forma bem resumida, além dos vídeo games, mesa de bilhar e outras diversões, o ambiente de uma agência precisa ser seguro e estimular o aprendizado. O líder de cada equipe, ou o gestor da empresa, precisa considerar o triângulo (Consciência, Confiança e Escolha) para explorar o melhor de cada um dentro deste ambiente.

Referências

2009 – The Inner Game of Tennis Gallwey, W. Timothy